Há mais de 30 anos fabricando alegria!

Dicas

6 dicas de como lidar com o desafio do terrible two.

Publicado em 27.03.2024 |
Visualizações
8 visualizações

A fase do terrible two costuma vir acompanhada das birras, gritos e choros.

É conhecida como adolescência das crianças por representar um momento de transformação na vida das crianças, o que acontece a partir dos 2 anos.

Ainda que não seja um assunto fácil, os responsáveis precisam saber que faz parte do jogo.

Como assim? É uma etapa importante na vida dos pequenos porque é quando começam a ter autocontrole e tomar decisões. Tem a ver com o desenvolvimento infantil.

A partir do próximo tópico, entenda mais sobre o que é o terrible two e como lidar com ele.

O que é a fase do terrible two

A fase do terrible two é conhecida como adolescência dos bebês devido a uma das suas principais características: as birras.

No entanto, faz parte do desenvolvimento das crianças e, inclusive, pode ser vista como um sinal saudável do crescimento delas.

Com relação às birras, assim como dos choros e nervosismos, estão associadas à ansiedade por explorar o mundo, ainda novo.

De fato, elas não possuem segurança sobre seus atos, só que começam a entender que podem decidir, isto é, fazerem escolhas.

Mas, quando começa e quanto tempo dura o terrible two

Em alguns pequenos, mais cedo e em outros, mais tarde. No geral, a média de idade para os sintomas do terrible two é a partir de 1 ano.

E pode durar até os 4 anos, ainda que o seu ápice aconteça aos 2 anos. Mais do que a idade, é importante entender que é um marco.

Ou seja, um marco inicial que indica a autonomia das crianças.

Nem sempre é fácil entender como tudo acontece, mas é como o momento de criação do autocontrole.

Aqui, elas aprendem que há um mundo-vivo ao redor dela, cheio de sentimentos e emoções.

Se você tem crianças por perto e não tem certeza se estão nessa fase, observe os sinais. 

Um dos sinais mais clássicos tem a ver com as iniciativas e tomadas de decisões, como na hora de escolher a roupa com que querem sair.

Além das emoções intensas, negação aos pedidos dos pais e assim por diante.

Como lidar com o terrible two

Na literatura médica, não existe uma fórmula terapêutica para lidar com o terrible two.

Porém, existem aconselhamentos baseados em experiências e situações, de modo a tornar esses momentos mais amenos e controlados. Veja os principais.

1 - Estimule o diálogo

pais conversando com filho

Vamos começar com essa dica que será uma boa ideia em todos os momentos da vida das crianças, inclusive, durante as birras, gritarias e nervosismos.

O papel dos pais e responsáveis, ainda mais nos primeiros anos, é abrir espaço para os diálogos.

Elas necessitam se expressar, só que muitas vezes se sentem inibidas ou sem aberturas para tal ação.

Estimule-as. Permita que contem suas emoções e sentimentos porque, na maioria das vezes, serão as motivações para tais atitudes, dos choros aos gritos.

2 - Atente-se ao sono

mae e crianca dormindo

O assunto do sono sempre estará no topo das listas de qualquer material que mencione as birras das crianças.

Nem sempre será o motivo, mas em boa parte das vezes, sim. Então, a irritação constante ou elevada pode vir de uma noite mal dormida, de fato.

O conselho? Repensar a rotina. Uma soneca durante a tarde pode resolver, assim como um ambiente mais propício ao sono.

E o tempo é individual, ficando na média de 10,5 a 12,5 horas por dia na média, quando têm 2 anos; diz a Sociedade Brasileira de Pediatria.

3 - Avalie a alimentação

familia fazendo cafe da manha com frutas

Seguindo o pensamento do sono, a fase do terrible two pode ser representada – ou impulsionada – pelo desequilíbrio na alimentação.

Isso não quer dizer que a criança esteja passando fome, até porque é normal que nessa fase já dê avisos por comidas.

Só que muitas famílias optam ou necessitam de refeições mais rápidas e, raramente, saudáveis.

O problema é que não saciam a fome e não possuem nutrientes suficientes para o desenvolvimento. Se for o caso, vale procurar um nutricionista infantil.

4 - Crie uma rotina

menina segurando um relogio

Os tópicos acima são bastante determinantes para comprovar a importância de criar uma rotina.

Tanto é que a estratégia é recomendada pela maioria dos médicos especialistas.

Portanto, pense em horários específicos para cada ação do dia.

Obviamente, a agenda das crianças não precisa ser rígida. Entretanto, ao notarem a sequência lógica acontecendo todos os dias, isso favorece o acompanhamento delas.

Entre as mudanças positivas mais notáveis estão na alimentação, sono e atividades corporais.

5 - Mude de ambiente

A cena mais clássica do terrible two é quando as crianças se jogam no chão e não desistem facilmente das encenações.

Só que um olhar mais clínico pode permitir uma observação: o ambiente pode não estar agradável para elas, ainda mais quando não há brincadeiras.

Nesse caso, a solução é mais simples do que parece: mude o ambiente, indo para um espaço menos desgastante.

Ou, simplesmente, invista em brinquedos didáticos, aliados para distraí-los quando não é possível mudar de lugar.

6 - Incentive a autonomia

Nessa fase da vida, é natural que as crianças comecem a apresentar sinais de autonomia. Em alguns casos, isso é tão intenso que elas até podem recusar ajuda.

O trabalho, então, é o de entender o que elas conseguem fazer sozinhas e o que precisam de apoio.

Obviamente, atividades arriscadas e perigosas não devem ser feitas de forma autônoma, mesmo que elas queiram.

Por outro lado, pentear o cabelo pode ser algo incrível para elas, ainda que o resultado não seja tão agradável. Nesse momento, é importante incentivá-las.

Terrible two: gritos, chantagens e ameaças resolvem?

Em um primeiro momento, gritar, chantagear ou até mesmo ameaçar as crianças pode parecer resolutivo.

No entanto, seja no terrible two ou outras fases da infância, esses não são comportamentos indicados.

O motivo é que gera sentimentos negativos aos pequenos.

O fato deles aceitarem essas ações, não é porque concordaram com elas, mas porque estão com medo e angustiados.

Além disso, tornam-se exemplos para que também repliquem em suas próprias ações até os gritos se tornarem incontroláveis com o tempo.

Portanto, se você passou do limite alguma vez, inicie essa leitura novamente e observe que há outras formas de lidar com o terrible two.

Inicie sempre pelos diálogos e preste mais atenção nos hábitos, desde a alimentação ao sono e muito mais.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe com os papais, mamães, avós e responsáveis que estão nessa fase tão complexa.

Com certeza, tem muita coisa aqui que podem ter passado despercebido por eles. E para ver outros textos, acesse nosso blog.